Além de fazer bem para a alma, o ato de sorrir melhora
a elasticidade da pele, combate rugas e flacidez e ativa a circulação
sanguínea, garantindo hidratação e retardando o envelhecimento cutâneo. A
afirmação tem base científica, já que, ao dar boas risadas, movimenta-se 12
músculos faciais, número que dobra quando liberamos deliciosas gargalhadas. E é
justamente esse estímulo muscular, aliado à liberação da serotonina e da
endorfina - substâncias ligadas à sensação de bem-estar -, que prolonga a
firmeza e o aspecto jovial da pele.
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sexta-feira, 29 de abril de 2016
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Transformação Estética
terça-feira, 5 de abril de 2016
Enxaguantes bucais podem causar algum mal á saúde ?
Os enxaguantes bucais, também conhecidos como antissépticos bucais, são produtos recomendados pelos dentistas para casos bastante específicos, mas sempre como uma complementação do processo de higienização mecânica (indispensável) que é feito com o fio dental e a escovação com pasta.
Os pacientes, por sua vez, sempre devem informar ao dentista caso estejam fazendo uso por conta própria de algum enxaguante. Mesmo sendo vendidos livremente no mercado, existem produtos que podem causar reações indesejáveis, mesmo que apresente uma eficiente ação antibacteriana.
A clorexidina é um exemplo de componente que pode estar nesses produtos e que pode levar ao surgimento de manchas nos dentes e na língua.
Desenvolvida em 1940, na Inglaterra, essa substância tem sido muito estudada dentro da Odontologia, sendo indicada para tratamentos coadjuvantes na desinfecção pré-cirúrgica da boca e também como coadjuvante na higienização pós-cirurgia, com excelentes resultados por sua ação bactericida e antifúngica.
Várias evidencias justificam o uso de bochechos de clorexidina pré-cirurgicamente, com o objetivo de evitar a bacteremia.
Mas o uso da clorexidina sem o devido acompanhamento e orientação profissional tende a causar manchas amarelas ou acinzentadas nos dentes, além de manchas acastanhadas na língua, causando também distúrbios no paladar. Isso pode ocorrer sobretudo em zonas que não foram adequadamente escovadas pelo paciente.
O risco de câncer de boca e de laringe também já foi associado ao uso indiscriminado de enxaguantes bucais, mas sem consenso na comunidade científica. Alguns estudos afirmam que esses riscos se dão devido à presença de álcool etílico nas fórmulas dos enxaguantes, em concentrações médias na casa dos 10%, mas que podem chegar a 20%, em alguns casos.
De acordo com o professor Michael McCulloch, da ‘Australian Dental Association’s therapeutics’ , o álcool aumenta a permeabilidade da mucosa a substâncias cancerígenas, assim como faz a nicotina. Existe, inclusive, um movimento que defende que as embalagens dos enxaguantes deveriam trazer alertas sobre o risco de câncer.
Devido a essa polêmica, mesmo ainda não estando totalmente comprovada a relação direta entre enxaguantes bucais e o câncer, muitos fabricantes já produzem enxaguantes bucais sem álcool.
Pelas razões descritas acima, nunca é demais frisar que a diferença entre o veneno e remédio pode estar na dose. O uso de antissépticos bucais, apesar da sua livre comercialização, pode acarretar efeitos indesejáveis, apesar dos benefícios que proporcionam. Por isso, preferencialmente, essas substâncias devem ser indicadas apenas pelo dentista, que irá considerar as necessidades específicas de cada paciente e as circunstâncias em que a utilização deve ser feita.
No geral, podemos afirmar que uma pessoa que escova seus dentes corretamente, que usa fio dental e que possui uma boa dieta não necessita utilizar um antisséptico bucal.
ALGUMAS SITUAÇÕES EM QUE DENTISTAS INDICAM ANTISSÉPTICOS
– Em associação a tratamentos periodontais, por um tempo determinado;
– Após cirurgias orais para evitar infecção pós-operatória;
– Para pacientes com estomatite por uso de próteses totais (dentaduras);
– Para pacientes com fixação mandibular em cirurgias ortognaticas;
– Para controle de biofilme bacteriano em pacientes com necessidades especiais;
– Para pacientes com comprometimento imunitário (pessoas em tratamentos de quimio e/ou radioterapia e pacientes soropositivos, por exemplo), que são especialmente predispostos a infecções bucais.
quinta-feira, 24 de março de 2016
quarta-feira, 23 de março de 2016
Doenças periodontais
A Periodontite está relacionada aos tecidos de
sustentação do dente (osso). Essas doenças têm subclassificações de acordo com
o risco da doença, potencial bacteriano, idade, fatores de risco como doenças
sistêmicas (diabetes ), e fatores extrínsecos como tabagismo.
As doenças periodontais podem ter um pequeno caráter
inflamatório de gengiva, bem como levar a perda do elemento dental, se essa
atingir os tecidos de sustentação dos dentes.
A principal causa das doenças gengivais é a
formação e acúmulo de Placa Bacteriana. Defini-se placa bacteriana como um
conglomerado de depósitos orgânicos e inorgânicos nas superfícies de dentais,
língua, restaurações e próteses (acúmulos moles de bactérias e células
epiteliais, polissacarídeos, proteínas, lipídios, fósforo, flúor, potássio,
cálcio, entre outros).
A fonte desses depósitos da placa é principalmente a
saliva e à medida que o conteúdo mineral da placa aumenta, a massa torna-se
calcificada (principalmente pela ação do cálcio), formando dessa maneira o
cálculo, conhecido popularmente como TÁRTARO.
O desequilíbrio biológico entre as ações da placa
bacteriana e o sistema de defesa do organismo do hospedeiro gera então as
doenças periodontais. Os principais sintomas do hospedeiro são os sinais
clínicos de inflamação na gengiva, com, vermelhidão, inchaço, dor e
sangramento. Embora os sinais clínicos sejam visíveis até ao hospedeiro pode-se
dizer que a doença periodontal e silenciosa fazendo com que o
paciente procure ajuda do profissional especializado muitas vezes tardiamente.
O tratamento das doenças periodontais,
encontram-se nas técnicas de remoção da placa bacteriana e cálculo, que podem
estar supragengivais ou subgengivais. A principal consulta periodontal é quando
o profissional passa ao paciente as técnicas de remoção das placas bacterianas
por meio da higienização e fisioterapia oral/dental diária com escova de dente
e fio dental. As técnicas que cabem ao profissional são de raspagem
e polimento das superfícies dos dentes língua, restaurações e próteses
por meio de instrumentais ultrasônicos e/ou curetas manuais.
Ainda de acordo com a classificação, tratamento e
prognóstico das doenças periodontais podem ser associadas técnicas terapêuticas
de controle químico, como o uso de colutórios (bochechos), bem como terapias
antibacterianas com medicações sistêmicas (uso de antibióticos). Depois de uma
série de terapias conservadoras, o profissional ainda pode usar técnicas
cirúrgicas para melhorar a remoção da placa bacteriana e cálculo,
principalmente aqueles que se encontram subgengivais (embaixo da gengiva).
O tratamento periodontal não termina com essas
terapias, pois as doenças periodontais são consideradas transitórias, sítio
localizadas e incuráveis. Existem alguns autores que usam o termo de cura
controlada, justificando dessa forma que o tratamento não termina e necessita
de um controle rigoroso tanto profissional quanto diário nas técnicas de
higiene do paciente. Esse controle profissional é definido de acordo com a
classificação e prognóstico da doença, bem como a reeducação de higiene oral do
paciente. O controle ou retorno do paciente ao profissional pode ser de 3 e 6
meses de intervalo entre as consultas.
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